sábado, 13 de novembro de 2010

(SP) Combate a Roubo de Cargas precisa de ação conjunta entre Governo e Empresas

Medidas para coibir este tipo de crime foram discutidas durante seminário do Departamento de Segurança da Fiesp.

"A segurança pública está desgastada e o Estado não tem como cuidar dela sozinho. Não faltam equipamentos nem dinheiro. O que falta é gestão", criticou o diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, Ricardo Lerner, ao iniciar III Seminário de Segurança na Indústria, realizado nesta quinta-feira (11) na sede da federação.

A importância de gerenciar os riscos inerentes à produção industrial, bem como a execução de ações preventivas foram destacadas por Sérgio Hoeflich, coordenador do curso MBA Gestão Estratégica de Riscos Corporativos, da Fundação Getúlio Vargas.

Já o delegado de polícia e coordenador do Programa de Prevenção e Redução de Furtos, Roubos, Apropriação Indébita e Receptação de Carga (Procarga), Waldomiro Pompiani Milanesi, ressaltou a criação de um grupo permanente de trabalho contra o crime organizado.

De acordo com Milanesi, uma parceria entre as polícias civil e militar com o setor privado, por meio do Sindicato e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp/Fetcesp), realizou um estudo com análise de todas as ocorrências desta modalidade no estado de São Paulo.

Essa pesquisa apontou que a capital concentra 51% dos roubos de carga, sendo que 21,7% ocorrem nas principais estradas que cercam a região metropolitana e com maior incidência de casos na rodovia Regis Bittencourt.

Para compor o planejamento estratégico de repressão, um sistema digital reúne todas as informações dos roubos de carga registrados em um diagnóstico geocriminal, que identifica os autores do delito, suas armas e veículos utilizados. "O importante é integrar ações com as empresas e instituições", indicou Milanesi.

Números nacionais

Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da Setcesp revelou que 13.500 casos de roubo de carga aconteceram no País em 2009. As rodovias da região Sudeste agregaram a maioria dos assaltos (81%), que causaram prejuízo de R$ 900 milhões às empresas.
Souza afirmou que a luta contra este crime deve unir ações institucionais (governos e entidades) e gerenciamento de riscos (empresas). E enumerou outras medidas:

  • Integração dos mecanismos de cooperação entre a União e as Unidades Federativas;
  • Participação obrigatória dos órgãos fazendários;
  • Identificação dos produtos (lote/numeração).
    O assessor de segurança da Setcesp disse que até o ano de 2002, devido a operações diversas, não era atribuição da Policia Federal atuar no combate ao roubo de carga. "Entretanto, uma boa notícia: hoje é prioridade. Existem 23 operações de profundidade em andamento", revelou.
  • FONTE: FIESP

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