domingo, 15 de maio de 2011

Segurança e Logística

“A logística empresarial engloba todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o momento da aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final. A própria definição de logística já dar uma percepção de que furto, roubo, dano, infiltração e sabotagem são ações criminosas que podem colocar em cheque as operações logísticas de qualquer organização. Esta evidência nos indica à importância da organização desenvolver uma gestão de risco que minimizará estes e outros riscos e, em não conseguindo evita-los, possam reagir da melhor forma possível” (Meireles, 2009, p. 109).

Sendo assim a gestão de risco na atividade logística deve minimizar os riscos em relação ao armazenamento, estocagem, distribuição e transporte, propiciando uma visão empresarial que direcione o desempenho das organizações, tendo como meta reduzir o tempo entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus produtos ou serviços no momento que desejar. Para que esta meta seja alcançada é necessário que a empresa possua uma gestão de risco eficaz e, para que esta gestão atenda às necessidades operacionais e administrativas, é de suma importância o investimento em subsistema de segurança, não apenas estruturais, mas, sobretudo de informações informatizadas, controle de acesso e aos diversos setores e serviços da atividade logística, tendo-se sempre como norte o princípio da prioridade de proteção e parceria de trabalho em conjunto com a área de logística.

Ballou (1980, p. 66) explica que “a Logística tem como função estudar formas de se obter melhor serviço e rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e fornecedores com planejamento, organização e controle do fluxo de produtos”. De fato tais serviços especificados acima merecem por parte da gestão de risco maiores cuidados, uma vez que, são nas atividades de distribuição e fluxo de produtos onde ocorrem as maiores perdas financeiras, sejam por fraudes, furto e/ou extravios.

 

Atividade de Apoio Transporte

O elemento de maior relevância no custo logístico é o transporte de carga, pois se refere aos vários métodos para movimentar produtos. Os sistemas básicos mais utilizados para transportes são por rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias e dutos. Sendo assim os critérios a ser seguidos pela gestão de risco na escolha do modal na hora do transporte de carga, além dos riscos envolvidos de furto e roubo, devem levar em conta o produto, o custo, tempo médio de entrega, tempo de trânsito e sua variação e a análise de risco.

Nos casos em que a carga não possa ser transportada apenas pelo transporte rodoviário, a gestão de risco deve estabelecer metas para a mitigação do risco em casos de outros modais, os quais devem envolver a redução do custo total, redução do tempo de trânsito em longos percursos, redução do impacto ambiental, redução do congestionamento nas rodovias e melhora do nível de serviço, além da segurança pessoal em relação ao corpo laboral envolvido.

O principal problema do transporte de carga no Brasil é a distorção da matriz de transporte. Um país com dimensões continentais que deveria ter os modais ferroviários e aquaviário como os principais meios de transporte, tem no modal rodoviário a sua maior alternativa de transporte com um percentual de 60% da carga transportada (MEIRELES, 2007, p. 2).

Apesar de que os maiores risco no transporte de carga rodoviário estejam ligados a roubo, outras ameaças tem sido presente nesta atividade: apropriação indébita, acidentes com colisão, tombamento e deslizamento de carga, avarias, estragos ou perecimento de produtos e contaminação ambiental por produtos químicos. Esses fatores são maximizados em virtude do péssimo estado de conservação das rodovias do Brasil.

Essa realidade faz com que a gestão de risco na atividade de transporte de carga rodoviário tenha um papel de maior relevância, uma vez que é ela quem irá apontar a utilização de recursos de segurança a fim de mitigar o risco e potencializar maior proteção ao bem que estará sendo transportado. Para tanto, a utilização de tecnologias como rastreadores de veículos e cargas através do Global Positioning System (GPS) se faz necessário. Ao lado deste subsistema, pode ser utilizada a escolta armada, alternativa que deve ser precedida de uma avaliação criteriosa do trinômio custo X benefício X risco, dentre outros.

FONTE: O QUEDES, POR: Sérgio Leônidas Dias Caldas

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