quarta-feira, 10 de novembro de 2010

(RJ) Cigarro é o principal alvo de ladrões de cargas no Rio

Quadrilhas costumam agir nas rodovias e vendem cargas pela metade do valor

Polícia estoura depósito de cigarros roubados em Jacarepaguá

Além de fazer mal à saúde, o cigarro se tornou a grande fonte de renda para os ladrões de cargas do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de mercadoria é maioria entre as 1.685 cargas roubadas no Estado, de janeiro a agosto deste ano. O preço é um dos principais atrativos, já que uma van carregada de cigarros é avaliada em R$ 300 mil, em média.

Dona de 62% do mercado brasileiro de tabaco, a Souza Cruz já teve mais de cem cargas roubadas nos últimos dez meses, segundo a empresa, o que dá uma média de mais de dez roubos por mês.

O delegado Deocléssio de Assis, titular da DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas) confirma a preferência dos ladrões pelo tabaco, mas explica que trata-se de uma situação momentânea.

- Atualmente é o cigarro, mas isso varia muito. Eles também roubam bebida, carne, laticínios, combustível, eletroeletrônicos e até fralda descartável.

O policial explica que, além do ladrão, existem dois personagens importantes no roubo de cargas, o que encomenda o produto e o atravessador, que faz a ponte entre o que rouba e o que encomenda.

- Praticamente toda carga é roubada sob encomenda. Geralmente são empresários, comerciantes, donos de supermercados, pessoas que têm dinheiro para fazer o pagamento à vista. Quem rouba não tem interesse em ficar com uma mercadoria e procurar comprador. Ele precisa se livrar do produto do roubo e quer dinheiro rápido. Quem encomenda não quer contato com quem rouba, aí entra o atravessador, que recebe uma comissão.

O policial explica que existem dois tipos de ladrões de cargas: os eventuais e os especialistas. O primeiro grupo rouba porque aproveita a facilidade, uma fragilidade na segurança, muitas vezes com a participação de funcionários das transportadoras. Em alguns casos, eles roubam para o próprio consumo.

Já os especialistas têm equipe formada, uma maneira própria de agir, tem contatos e informantes. Apesar de mais preparados, a polícia considera a identificação e prisão deles mais fáceis do que os eventuais, que não cometem o crime com frequência.

De acordo com a DRFC, os criminosos cobram metade do valor da carga aos compradores. Uma carga de cigarros rende em média R$ 150 mil aos assaltantes. Quanto aos locais, a preferência dos ladrões é pelas rodovias, como avenida Brasil, Presidente Dutra e Washington Luís, bem como áreas onde há favelas, para onde costumam fugir.

FONTE: R7 RJ

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