segunda-feira, 31 de outubro de 2011

(SP) Assaltantes fazem três reféns em roubo de cargas

Caminhão é esvaziado por quadrilha em Francisco Morato. Motorista e ajudantes vivem momentos de pânico.

A primeira de 30 entregas que um motorista e dois ajudantes das Casas Bahia fariam durante o dia desta segunda-feira (31) foi interrompida pela ação de uma quadrilha, em Francisco Morato. Os jundiaienses Rafael César Leite, João Benedito Batista Balena e Rafael Silva Lucas, todos de 26 anos, foram surpreendidos por dois homens armados por volta das 8h30, quando estavam na cidade vizinha.

“Foi tudo muito rápido, um deles desceu de um carro apontando a arma e nos mandou entrar no baú do caminhão”, conta o motorista Rafael César.

Os três foram mantidos reféns até que os bandidos conseguissem descarregar as mercadorias em um lugar que acreditam ser uma chácara.

“Não deu para ver onde estávamos, mas devia ser um local afastado da região central porque rodamos bastante até o caminhão parar. Nesse momento, vários outros [bandidos] ajudaram a descarregar e todos estavam encapuzados.”

Por volta das 11h, o caminhão foi abandonado pelos ladrões na avenida Nami Azem, região da Colônia, em Jundiaí. Quando as vítimas perceberam que não havia mais nenhuma movimentação da quadrilha ao redor do veículo, começaram a bater no baú para chamar a atenção.

“Duas senhoras nos ouviram e chamaram ajuda”, diz João.

Os funcionários da empresa não sabem avaliar o valor total das mercadorias e, segundo a assessoria de imprensa das Casas Bahia, o assunto não será comentado por questão de segurança. A polícia ainda investiga o caso.

Risco / O medo de morrer foi o sentimento que mais tomou conta dos três trabalhadores durante a ação dos bandidos.

“A gente tentou manter a calma, mas passa de tudo pela cabeça. Não dá para saber o que os caras vão fazer com você”, desabafa o motorista Rafael, que já passou pela mesma situação há cinco anos, também durante entrega de mercadorias.

“É uma sensação horrível porque você não tem o que fazer. Hoje minha preocupação era de que alguém desconfiasse e a polícia começasse uma perseguição com a gente trancado dentro daquele baú escuro. Nós não sabíamos se sairíamos vivos”, disse o motorista.

FONTE: DIARIO DE S.PAULO

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