quarta-feira, 19 de outubro de 2011

(PI) Entrega de mercadorias na zona Leste é feita com Escolta

Há quase 2 anos o caminhão de uma distribuidora de bebidas só entra em alguns bairros com escolta.

A utilização de escolta armada para transportar objetos de valores é uma prática comum entre bancos e empresas que lidam, diariamente, com grandes quantias em dinheiro. Em alguns bairros da zona Leste de Teresina, porém, uma simples entrega de mercadoria para abastecer comércios da região tem demandado esse tipo de aparato e demonstra a insegurança em que vivem as famílias. Os comerciantes desempenham seu trabalho protegidos por grades e as entregas de mercadoria têm horário determinado para acontecer devido à quantidade de assaltos registrados.

Anderson Silva está trabalhando desde junho deste ano em um comércio próximo da sua casa, situada no Parque Firmino Filho. O que era para ser motivo de alegria se transformou em apreensão, pois nesse período ele presenciou o mais recente assalto ocorrido em seu local de trabalho. "Quando fico aqui sozinho, só atendo os clientes com a grade fechada. Fico trancado direto", confessa o jovem.

O dono do comércio onde o jovem trabalha é André Vinicius Neto. Ele mora no bairro há 15 anos e montou o estabelecimento ao lado de casa onde vive com sua família. Seu comércio já foi assaltado cinco vezes. "Aqui ninguém conta com a polícia. A partir do segundo roubo nem prestei mais queixa", informou, acrescentado que as residências também são alvos dos bandidos.

Há quase dois anos o caminhão de uma distribuidora de bebidas só entra em alguns bairros da região escoltado por uma empresa de segurança privada. "Os ladrões abordavam os caminhões e roubavam boa parte da mercadoria. Toda semana a gente vem entregar os produtos, mas só no período da manhã e sempre escoltado", confessou o funcionário

Manoel Mendes. Esse trabalho é feito duas vezes por semana e, além do Parque Firmino Filho, a escolta acompanha o caminhão nas entregas aos bairros Cidade Leste e Nova Teresina, todos na zona Leste da capital.

"A situação aqui é crítica. E não adianta a gente sentir medo, porque não temos outro lugar para morar e nem trabalhar. O jeito é conviver com esse problema", afirmou Francisco Marques, comerciante do Parque Firmino Filho há 15 anos.

A polícia reconhece a gravidade da situação. Segundo o Comandante de Policiamento da capital, Coronel Albuquerque-que, a ocorrência de homicídios e assaltos está fazendo com que essa região seja considerada a mais perigosa de Teresina.

Ele informou que a polícia identificou, a cerca de dois meses, um grupo de criminosos que praticava assaltos a comércios, ônibus e carros de entrega na região. Porém, eles já estão soltos. "A polícia prende, mas é preciso que a legislação seja mais rígida", observou o comandante.

Sobre as denúncias da falta de atuação da polícia, o Coronel Albuquerque informou que a região conta com um batalhão da Polícia Militar e com postos do Ronda Cidadão. "Cerca de 30 carros e motos fazem o policiamento ostensivo da área. Vamos intensificar os trabalhos para inibir a ação de bandidos nessa região da Grande Satélite", finalizou.

FONTE: 180 GRAUS

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