quarta-feira, 19 de outubro de 2011

(GO) Polícia recupera carga roubada avaliada em 2,2 milhões

Três carretas com mercadorias avaliadas em R$ 2,24 milhões foram recuperadas pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar). A operação, realizada pela Polícia Civil em parceria com as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal e empresas de escolta armada, recuperou entre quinta-feira (13/10) e domingo (17/10) mercadorias de pás carregadeiras e televisões. Um motorista, que transportava uma das cargas roubadas, foi preso.

As investigações apontam que os ladrões sequestravam os motoristas dos caminhões, que eram mantidos em cativeiro por até um dia. Os rastreadores das carretas eram danificados para dificultar a localização dos veículos.

Entre as cargas recuperadas estão duas pás carregadeiras com valor estimado em R$ 142 mil. A carreta havia sido roubada em Luziânia e foi recuperada em Anápolis na quinta-feira. Outras duas carretas foram encontradas na sexta-feira (14/10).

Um carregamento lacrado de televisões avaliadas em R$ 455,9 mil, que havia sido roubado em Aparecida de Goiânia, foi recuperado na Capital. Os policiais encontraram ainda uma outra carreta, que teria transportado R$ 692 mil em canetas. A carga não foi recuperada, provavelmente, segundo os policiais, porque os ladrões conseguiram transferi-la para outro veículo antes da chegada dos agentes.

Prisão
A maior apreensão foi feita no domingo (16/10), quando os policiais recuperaram uma carreta com carga de televisões avaliada em R$ 1,643 milhão. A carreta com a carga, que tinha sido roubada no perímetro urbano de Goiânia, foi localizada em Prata (MG) e, segundo a polícia, seguia para São Paulo. O motorista, Cleberson de Lima dos Santos, foi preso em flagrante por receptação, crime com pena entre três e oito anos de prisão.

Cleberson, que não tem passagem pela polícia, afirmou que a carreta é dele e que foi contratado por uma pessoa, identificado apenas como Alexandre, para transportar a carga. Como estava com a nota fiscal original da mercadoria, Cleberson disse que não desconfiou que a carga era roubada. “Achei estranho ter que passar a carga de um caminhão para o outro, mas ele disse que o primeiro caminhão tinha quebrado, então não desconfiei”, afirmou.

O delegado responsável pelo caso, Ailton Costa Ligório, afirmou que a polícia ainda precisa investigar a versão dada pelo acusado. “O que está a favor desse motorista é o fato de ele não ter antecedentes criminais. Mas ainda precisamos verificar se ele foi somente uma pessoa contratada ou se fazia parte da quadrilha”, afirmou.

Quadrilha
As mercadorias, de acordo com o delegado Ailton Ligório, seriam vendidas por valor até 60% abaixo do preço de mercado. Segundo o delegado, a expectativa é que esses crimes aumentem com a proximidade do Natal, quando o movimento de cargas nas rodovias do Estado é intensificado. A Polícia ainda não sabe quantas quadrilhas agem em Goiás. “De acordo com os nossos levantamentos, acreditamos que essas quadrilhas vinham de fora do Estado para agir na capital”. A Polícia ouviu os motoristas dos veículos roubados e, com as novas pistas, deve continuar as investigações para localizar outros membros das quadrilhas.

FONTE: A REDAÇÃO

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