quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(PE) Trio é flagrado após desvio de carga

Três homens foram presos em flagrante, no final da tarde do último sábado, no município de Goiana, na Mata Norte, após tentar simular o furto de uma carga de bebida avaliada em R$ 12 mil, da empresa Schincariol. Os envolvidos, Manoel Messias da Silva, 28, e Adilson Oliveira da Silva, 24, funcionários da empresa, foram autuados em flagrante por apropriação indébita; e José Severino de Lima, 54, foi autuado por receptação da mercadoria.

A voz de prisão foi dada pelos policiais civis depois que eles receberam a informação de um motorista da empresa. Este motorista participou do tombamento para ajudar no flagrante. O motorista, que pediu para não se identificar, contou à polícia que Manoel e Adilson haviam pedido para ele participar do esquema de desvio da carga. Mas, além de negar o pedido, o motorista informou para os gerentes da empresa que os suspeitos estavam querendo simular o furto para poder desviar a carga.

Os gerentes, assim que souberam da armação, pediram para que o motorista concordasse, com o esquema para poder efetuar o flagrante, juntamente com os policiais. O motorista então concordou, e foi fazer uma entrega em Goiana. No meio do caminho, Manoel e Adilson desceram do carro e colocaram as mercadorias no caminhão de José Severino. O restante das bebidas foi saqueado. Após isso, os policiais realizaram a prisão e foram atrás da mercadoria do outro caminhão, que já estava na casa de José. Lá, os policiais o prenderam em flagrante.

Segundo o delegado Geraldo da Costa, o delito aponta para uma formação de quadrilha. “Existe a possibilidade de se ter uma formação de quadrilha. Após o final do inquérito chegaremos a uma conclusão”, pontuou.

Na delegacia, o motorista da empresa, que havia participado da simulação por ordem dos gerentes, foi ouvido e, em seguida, liberado. Manoel, Adilson e José Severino também foram ouvidos, e em seguida, encaminhados para o Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Se condenados, eles poderão pegar de um a quatro anos de reclusão.

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO

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