sábado, 2 de abril de 2011

(PR/SC/MS/MG/GO/PA/SP) Operação contra roubo de caminhões e cargas prende 12 pessoas

Seis suspeitos na região de Campinas; servidores do Detran são investigados por facilitar a clonagem de veículos roubados

Doze pessoas foram presas até o início da tarde desta terça-feira (22), sendo seis da Região Metropolitana de Campinas (RMC), pela Polícia Federal durante uma operação para combater uma organização criminosa especializada em roubos de caminhões e cargas em oito estados. Funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) da RMC são investigados por envolvimento no esquema. Foram apreendidos 35 ônibus, entre eles um caminhão, um carro, ônibus de turismo e três micro-ônibus de cooperativa que faz serviços de transporte coletivo em Campinas.Ônibus apreendidos na Operação Lixa em Campinas

Dos 14 mandados de prisão da "Operação Lixa", 12 foram presas, entre os acusados estão Roberto Lucas Portirio e José Patric da Rocha presos em Campinas e outros cinco são de cidades da região como Sumaré, Mogi Mirim, Louveira, Várzea Paulista e Paulínia. Depois de interrogados, os seis da região passaram por exame de corpo de delito e seguiram para o Centro de Detenção Provisória (CDP), onde devem ficar presos preventivamente por 30 dias.

O grupo criminoso está envolvido com o roubo de caminhões e cargas, receptação dos produtos do roubo, intermediação e fraude em financiamento de veículos de procedência ilícita. A coordenação geral da região está sendo feita em Campinas pelo número de pessoas envolvidas que estão na cidade.

Detran

A PF suspeita que funcionários do Detran participavam do esquema que favorecia o grupo na adulteração dos sinais identificadores de veículos, fabricação e intermediação de plaquetas e decalques de chassis e confecção de documentos veiculares falsos.“ No Detran, nós temos pessoas que estão trabalhando no aliciamento desses servidores para fornecimento de informações na base de dados e de inserção clandestina”, afirma o delegado Marcios Franco.

Para "esquentar" os veículos roubados, seria feito o contato de parte do grupo com os servidores, que forneciam as informações de caráter restrito e faziam inserção de dados de forma clandestina.

De acordo com o delegado, os dados eram repassadas pelo grupo criminoso aos funcionários do Detran, que depois passava listagem de veículos com determinadas características que poderiam ser facilmente utilizados para clonagem. “Por exemplo, um veículo gol cor branca de determinado ano. Com base nessas informações e dados cadastrais seria possível forjar a documentação com o uso de documentos falsos e até fazer a clonagem de um veículo com qualquer uma das características”, explica.

Segundo Franco, o grupo funcionava como uma cooperativa com o roubo de caminhões e cargas, receptação dos produtos do roubo, intermediação e fraude em financiamento de veículos de procedência ilícita. “Parte era especializada no roubo, mediante encomenda ou não necessariamente coordenada, que tinha contatos com aqueles responsáveis na intermediação, que arrumavam comprador e já faziam a arremessa para outros Estados”, disse.

Os criminosos também faziam o desmanche do veículo e também utilizavam o transporte em benefício próprio.

O delegado afirma que o objetivo principal eram os veículos, mas os suspeitos não se furtavam a dar destino para a mercadoria cargas de eletrônicos, café, materiais de higiêne, ou qualquer carga encontrada nos caminhões e em outros automóveis roubados. Todo o material apreendido pela PF será submetido à perícia para verificar a procedência das mercadorias.

Outros Estados

A operação envolveu sete Estados, com o objetivo de cumprir 28 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva, e 17 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo (nas cidades de Sumaré, Mogi Mirim, Jundiaí, Louveira, Várzea Paulista e Paulínia), Paraná (cidade de Ponta Grossa), Santa Catarina (cidade de Lages), Mato Grosso do Sul (cidade de Paranaíba), Minas Gerais (nas cidades de Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba), Goiás (nas cidades de Inhumas e Goiania), Tocantins (na cidade de Palmas) e Pará (na cidade de Xinguara). Até o momento, cerca de 35 veículos pesados foram apreendidos.

FONTE: EP CAMPINAS

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