terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

(NE) "O roubo de carga migrou para o Nordeste"

As empresas de transportes paulistas tiveram no ano passado prejuízo de R$ 148,9 milhões com roubo de carga, segundo balanço parcial da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp). Mas, segundo a Atlas Transportes & Logística, é possível transformar a adversidade em vantagem. "Nosso sistema de segurança acaba atraindo mais clientes", diz Lauro Megale Neto, presidente da empresa que atende clientes como Laboratório Ache, Adidas, Medley, Red Bull, General Motors, 3M do Brasil e Fujifilm.

O roubo de carga traz prejuízo para a empresa?

Somos uma das empresas mais seguras e, por isso, posso dizer que nossas perdas são menores. Investimos no ano passado 13% do nosso faturamento em segurança. Esse porcentual, há cinco anos, era de 10%. Temos de modernizar nossa tecnologia de segurança porque o ladrão também evolui.

Qual é o faturamento da Atlas?

Em 2011, crescemos 17% e o faturamento foi de R$ 545 milhões. Crescemos nesse ritmo porque temos esse diferencial, o da segurança. Dos nossos 1,8 mil veículos, 800 têm duplo rastreamento. Esses sistemas passam a posição do caminhão para a central de atendimento de cinco em cinco minutos. Também investimos muito em treinamento de pessoal, tanto o de estrada quanto o da central. Assim, esperamos, em três anos, chegar a R$ 1 bilhão.

Onde os ladrões atacam mais?

Há cinco anos, no Nordeste, a atuação de ladrões de carga era praticamente nula. Mas as quadrilhas têm migrado. O volume de vendas por lá cresce e as entregas também. Os ladrões acompanharam isso. E agora a região se tornou uma das mais violentas do país.

FONTE: REVISTA COBERTURA

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