quinta-feira, 28 de julho de 2011

(GO) Julho já tem R$ 10,8 milhões em cargas roubadas

Apenas em seus primeiros 15 dias, o mês de julho já tem o maior valor em roubo de cargas registrado no Estado este ano: cerca de R$ 2,5 milhões. Até ontem, foram 99 ocorrências e  o valor das cargas roubadas já somado chegou a R$ 10,8 milhões. O cigarro, com 29 ocorrências, é o maior alvo dos assaltos até agora e os municípios nos quais mais veículos foram abordados pelos bandidos são Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia.

O titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), Jorge Moreira, ressalta que Goiás está entre as rotas mais visadas pelos assaltantes que roubam cargas. Isso porque, segundo ele, é um Estado com grande produção agroindustrial e rota para demais Estados e centros de distribuição, tendo como vizinhos Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Minas Gerais. Além disso, as rodovias federais BR-060 e BR-153, que cruzam Goiânia, estão entre as mais utilizadas para transportes de cargas.

Duas ocorrências de roubos de cargas ocorridas no último dia 7 – uma envolvendo carga de tratores roubada em Anápolis e outra de uma carga de cerveja roubada em Itumbiara – chamaram a atenção da Polícia Civil por um motivo: o local do cativeiro para o qual os dois motoristas foram levados é o mesmo. Fato esse que demonstra se tratar da mesma quadrilha. A polícia descobriu ainda que é a sétima vez que esse mesmo local foi usado.

Moreira salienta que as quadrilhas de roubo de cargas, geralmente, são bem organizadas, mantêm relações com outras quadrilhas e utilizam basicamente a mesma estratégia. As mercadorias-alvo dessas organizações criminosas já possuem destino certo e receptadores definidos. “Não tem como, por exemplo, conseguir, de última hora, um local para esconder uma carga como essa de quatro tratores. Já estava tudo programado.”

A quadrilha monitora as cargas alvos, desde a origem, informando aos salteadores para que, munidos dessas informações, realizem a abordagem e o assalto. Em seguida ocorre a transferência para a quadrilha responsável pela receptação e, depois de “esfriar”, a carga é pulverizada no mercado. É comum que os criminosos deixem o condutor do veículo em cativeiro até ser feito o transbordo da carga.

FONTE: Jornal O Hoje

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