domingo, 4 de março de 2012

(SP) Região S.J. RIO PRETO tem menos roubo de cargas

O número de roubos de cargas na região de Rio Preto registrou uma redução de 35% no ano passado, na comparação com o ano anterior


Em 2011 foram 13 ocorrências, contra 20 em 2010. O desempenho regional representa 0,19% das ocorrências do Estado de São Paulo, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Rio Preto (Setcarp). 


No Estado, foram 6.958 roubos no ano passado, que representaram R$ 295,8 milhões em prejuízos. Não há dados locais sobre o montante perdido. Na comparação com 2010, também houve queda, de 4,6%, já que naquele ano foram 7.294 casos. 

Segundo o presidente do Setcarp, Kagio Miura, o peso dos roubos de carga no frete cobrado pelas empresas de transporte varia, de empresa para empresa e de tipo de carga, mas fica entre 2% e 4,5%. Hoje, o valor está estável, em função da queda do movimento no início do ano. Ele atribui a redução de ocorrências à migração das quadrilhas especializadas nesse tipo de roubo. “Quando a polícia começa a atuar e reprimir os crimes, ocorre a mudança.” 

O delegado Rubens Cardoso Machado Júnior, diretor da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, confirma que a prisão e a solução de casos força essa migração. “A região não tem um alto índice de roubos de carga porque não tem muitas indústrias”, disse. Os dados do levantamento do Setcarp revelam que houve duas ocorrências na rodovia Washington Luís, a SP-310, um na SP-425 e um na BR-153. “A Washington Luís é mais visada porque passa por todas as cidades da região e tem muitas saídas para os criminosos”. 

Na área urbana, foram nove ocorrências no ano passado. Três delas em Rio Preto, duas em Uchoa e uma nos municípios de Mirassol, Olímpia, Santa Fé do Sul e Votuporanga.


De acordo com Miura, as cargas mais procuradas são aquelas de maior valor agregado, como medicamentos, confecção, pneus, autopeças e alguns produtos alimentícios. Entre as menos procuradas estão materiais de construção e produtos agropecuários como milho e soja. Na região, desde 2008, foram 59 ocorrências. O maior número foi registrado em 2010, quando foram 20. No ano anterior foram 17 e, em 2008, apenas nove. 


FONTE: DIÁRIO WEB
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