sábado, 11 de junho de 2011

(MT) Cassiterita roubada já rende R$ 7 mi

Quadrilha já roubou 200 t do minério em estradas de MT de agosto até agora, avaliadas em R$ 14 milhões. Metade foi recuperada pela polícia .

Os ladrões de carga descobriram um filão valioso em Mato Grosso. Trata-se da cassiterita, um minério reluzente e valioso. De agosto do ano passado para cá, uma única quadrilha roubou 200 toneladas do minério avaliadas em R$ 14 milhões. Deste total, metade já foi recuperada pela polícia, deixando um lucro de R$ 7 milhões para os bandidos, segundo cálculos da Polícia Civil. Os roubos ocorreram em rodovias mato-grossenses no entre os municípios de Comodoro (650 Km a oeste) e Grande Cuiabá.

A cassiterita é um minério extraído em Rondônia e utilizado por indústrias de componentes eletrônicos da região Sudeste e também é exportado pelos portos daquela região.

Segundo o delegado Silas Caldeiras, da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA), os bandidos utilizam sempre o mesmo esquema, rendendo os motoristas e transportando a carga para outro caminhão. Seria uma forma de driblar o rastreamento via satélite dos caminhões.

“Para fazer o transporte até São Paulo, colocam o minério na parte de baixo e, por cima, sucata. É uma forma de tentar driblar a fiscalização e a ação da polícia”, frisou o delegado.

Há duas semanas, quatro integrantes da quadrilha foram presos em Várzea Grande - Carlos Egídio Zaqueta, o “Carlito”, de 60 anos, Neudi Luis Pavan, de 49 anos, apontado como chefe do esquema, o vigia Marioney de Oliveira Pinto, de 32, e o motorista Aparecido Barbosa de Almeida, de 53, todos autuados por receptação.

Carlito é apontado como chefe do esquema e é conhecido como “Barão”.
Na casa de Carlitos, uma verdadeira mansão em Várzea Grande, os policiais apreenderam parte de uma carga roubada. O minério estava em forma de lingotes camuflado no porão da mansão. “Somente com ele (Carlitos) conseguimos apreender cerca de 50 toneladas de cassiterita”, explicou o chefe de operações, policial civil Wlademire Lima Barros. O restante estava camuflado em um caminhão.

Conforme os policiais, a quadrilha estaria envolvida em cinco dos sete roubos do minério ocorridos recentemente no Estado. Deste total, duas cargas foram recuperadas, mas essa é a primeira vez que os participantes do esquema são presos.

No início de maio, policiais da DERRFVA apreenderam uma carga de 10 toneladas do minério num galpão do Jardim Marajoara, em Várzea Grande. Os policiais chegaram até o local após investigar o roubo de outra carga também de cassiterita ocorrida dias antes. A carga recuperada foi roubado no dia 1º de março, na região de Jaciara (120 quilômetros da Capital), onde dois homens armados renderam o motorista e levaram a carga.

FONTE: DIARIO DE CUIBA

(MG) Homem morre após acidente na BR-365

Um homem morreu e outro ficou ferido depois de uma acidente na tarde desta quinta-feira (9) na BR-365, próximo ao trevo de Ituiutaba. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o motorista de um caminhão, que seguia sentido Santa Vitória, perdeu o controle do veículo e bateu de frente com uma carreta bitrem.

O motorista foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros mas não resistiu. A outra vítima teve fratura na perna. Chovia no momento do acidente e o trânsito ficou interditado por cerca de seis horas.

FONTE: CORREIO DE UBERLANDIA

(PR) Funcionário de empresa de cigarros é acusado de facilitar roubo de cargas

Segundo a polícia, ele repassava informações a quadrilha de assaltantes. Grupo foi preso horas depois de um furgão da empresa ter sido roubado.

Um motorista da empresa Souza Cruz foi preso em Curitiba, na terça-feira (31), acusado de facilitar a ação de ladrões de cargas de cigarros. Dois homens, que seriam responsáveis por realizar os assaltos, também foram detidos. A prisão ocorreu horas depois de um furgão da empresa ter sido roubado e incendiado. A carga foi recuperada pela polícia.

De acordo com informações da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (Dedc), o roubo ocorreu na manhã de terça-feira, quando um furgão da empresa foi abordado pelos assaltantes, na Rua República Islâmica do Irã, no bairro Uberaba. O veículo foi encontrado incendiado em um matagal de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Diego Alves - Sesp / Caixas de cigarros foram recuperadas na açãoA polícia ouviu os dois funcionários da empresa e iniciou as buscas. Parte da carga roubada foi encontrada em uma residência também em São José dos Pinhais. Na garagem da casa, estava estacionado um automóvel Gol, que pertencia ao motorista da empresa, identificado como Lázaro Adriano de Jesus, de 31 anos.

Segundo o delegado Cassiano Aufiero, o proprietário da residência onde a carga foi encontrada confessou participação no roubo e apontou que Jesus integrava a quadrilha. O motorista seria responsável por repassar informações sobre a rota de distribuição da mercadoria e sobre os horários das entregas. “Além disso, o funcionário envolvido não oferecia qualquer resistência durante os assaltos”, contou o delegado.

O dono da casa – identificado como Cristiano Soares Pedroso, de 30 anos – e Fábio Borsatto Ferreira, de 30 anos, que também estavam na residência na abordagem, foram presos em flagrante. Ambos foram reconhecidos pelo outro funcionário da Souza Cruz que estava no furgão no momento do crime.

De acordo com o delegado, os três vão responder por roubo, formação de quadrilha, dano, receptação e adulteração de sinal de identificação em veículo automotor. Jesus prestava serviços à Souza Cruz há oito meses.

FONTE: GAZETA DO POVO

(RS) Quadrilha utiliza uniformes de vigias para assaltar depósito de empresa na Capital

Antes de roubar cigarros e dinheiro, bando atacou seguranças responsáveis por escolta de carga.

Uma sequência de assaltos planejados em detalhes – baseada, possivelmente, em informações privilegiadas – rendeu dinheiro, armas, coletes à prova de balas e uma carga de cigarros avaliada em R$ 800 mil na madrugada de segunda-feira.

O ataque foi liderado por dois falsos vigilantes, vestidos com uniformes roubados dos seguranças que fariam a escolta da carga que seria levada de Porto Alegre para distribuição na Serra.

A ofensiva dos criminosos começou por volta das 2h, quando o bando invadiu a filial da empresa de segurança Special Service, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Seis criminosos renderam dois vigilantes que chegavam para o trabalho.

As vítimas foram sequestradas e colocadas no porta-malas de um Polo. Os ladrões pegaram tudo que os interessavam no local: armamento – espingardas e armas curtas, cuja quantidade não foi revelada –, colete à prova de balas, uniformes e um Prisma preto, usado para escolta.

Vestidos com a farda da empresa, dois bandidos foram com o Prisma até o depósito da Souza Cruz, no bairro Navegantes, na Capital, como se fossem os verdadeiros vigilantes escalados para escoltar um caminhão que levaria cigarros para Caxias do Sul.

Chegaram juntos com o caminhoneiro e foram recebidos por um funcionário da Souza Cruz. Os bandidos demonstravam conhecimento da rotina de horários e dos procedimentos na empresa.

FONTE: ZERO HORA

(BA) Delegado liderava organização criminosa na região sul da Bahia

São atribuídos à quadrilha os crimes de peculato, extorsão, tráfico de drogas, homicídios e receptação de carga roubada

Investigações sobre a atuação de uma organização criminosa liderada por Jackson Silva, delegado titular do município de Camacan, no sul da Bahia, e pelo major PM José Silvério de Almeida Neto resultaram na prisão dos dois e de outros seis investigadores, duas escrivães, um sargento, dois soldados PMs e de três empresários da região até às 14h desta terça-feira (31).

São atribuídos à quadrilha os crimes de peculato, extorsão, tráfico de drogas, homicídios e receptação de carga roubada. Batizada de Operação Esfinge, a ação resultou ainda em sete prisões em flagrante – duas por peculato (apropriação ou desvio de bem público ou sob responsabilidade do poder público), e cinco por porte ilegal de arma -, segundo informou a corregedora chefe da Polícia Civil, delegada Iracema Silva de Jesus.

Foram apreendidos quatro rifles, uma carabina, uma pistola, dez revólveres, mais de 200 munições de calibres variados e cinco carros e motocicletas com evidências de adulteração.

As investigações sobre as atividades da organização criminosa em Camacan e adjacências tiveram inicio em novembro do ano passado. Os servidores das polícias Civil e Militar participantes do esquema serão encaminhados para as respectivas corregedorias das duas instituições, em Salvador. Os empresários capturados ficarão à disposição da Justiça no Presídio Regional de Ilhéus.
As prisões aconteceram nos municípios de Itabuna, Camacan e Ilhéus.

Presos
Além do delegado Jackson Silva e do major PM José Silvério, foram presos em Camacan os investigadores Carlos Jorge Silva Góes, Clevison José Alves Rocha, Lailson Monteiro Lobo, Paulo César de Oliveira, Thales Santos Carvalho e João Oliveira Larcher (aposentado), as escrivães Carla Cristina Brito Felix e Tatiane Ribeiro Tanajura.

Também estão presos o sargento PM Lauro Antônio Oliveira Ferraz, os soldados Lúcio Lima Viana e Matheus Ferraz Costa, além dos empresários atacadistas Edvan Ribeiro Santana, o irmão dele, José Ivan Ribeiro Santana, e José Siqueira Silva.

Operação conjunta
A ação desencadeada conjuntamente pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público,
teve início na madrugada de hoje para o cumprimento de 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão.
Com as prisões, segundo o site Pimenta na Muqueca, o município de Camacan ficou apenas com dois policiais civis para os trabalhos de investigação. De acordo com levatamento feito pelo IBGE em 2010, a cidade possui 31.472 habitantes.

Assassinato de empresária
O empresário Edvan Ribeiro, que foi preso na operação Esfinge, era casado com a empresária Katia Cristina Lima dos Santos, de 31 anos, que foi assassinada dentro do carro na porta de uma Igreja da cidade de Camacan, no dia 28 de outubro de 2010.
Kátia estava com os dois filhos e a mãe no momento em que foi assassinada. Ela chegou a ser encaminhada à Fundação Hospitalar de Camacan, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O crime era investigado pelo delegado Jackson Silva, que foi preso hoje.

FONTE: CORREIO 24 HORAS

(SP) Caminhoneiro atropela bandidos para fugir de assalto em São Paulo

Após caminhoneiro jogar o veículo contra o carros dos criminosos, os assaltantes bateram em um poste.

Uma tentativa de roubo terminou em um acidente de trânsito, por volta das 5h50 desta sexta-feira (27), no cruzamento da avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Mello com a rua Amparo, região da Vila Prudente, zona leste de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, um caminhoneiro que dirigia uma carreta carregada de combustível foi surpreendido por três criminosos que estavam em um carro. Armados, os bandidos posicionaram o veículo ao lado do caminhão e apontaram a arma para o motorista, anunciando o roubo da carga.

Assustado, o caminhoneiro jogou o veículo no carro dos criminosos e acabou batendo em outros dois veículos - um caminhão e um carro de passeio.

Sem esperar pela reação do motorista, após a colisão, o veículo usado pelos criminosos bateu também em um poste de sinalização. Os três bandidos fugiram sem levar nada.
Por conta da colisão, a avenida chegou a ficar parcialmente interditada por mais de três horas. A ocorrência foi registrada no 56º Distrito Policial (Jardim Avelino).

“Vez em quando aparece um Motorista, que mostra que na ‘regra’ ha exceção, Parabéns”

N.A.

FONTE: PORTAL DE PAULINIA

domingo, 15 de maio de 2011

(SP) Saiba quais são as 40 vias onde mais ocorrem crimes em São Paulo

A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem crimes em São Paulo. É o que revela levantamento feito pela Polícia Militar e obtido com exclusividade pelo G1. O estudo mostra os 40 corredores da capital paulista que mais registraram roubos de diversas naturezas nos três primeiros meses deste ano.

Para chegar a esse ranking, foram somados todos os casos de latrocínios, assaltos a imóveis residenciais e comerciais, bancos, transportes coletivos, motoristas, pedestres, além de roubos de cargas, veículos e ônibus que aconteceram em toda a extensão das principais ruas e avenidas da cidade.

Na Marginal Pinheiros, que passa pelas zonas Oeste e Sul, foram 314 ocorrências registradas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2011. A maioria dos casos foi averiguada pela PM e se tornou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Pela lei, policiais militares realizam rondas ostensivas na cidade e atendem chamados da população, por exemplo, pelo telefone 190. Policiais civis, por sua vez, são incumbidos de investigar esses crimes levados às delegacias pela Polícia Militar.

Confira abaixo as dez vias mais violentas e os tipos de crimes que mais ocorrem nelas:

Marginal Pinheiros
Roubos de carga, banco, residência, comércio,veículo, transporte coletivo, motorista e pedestre

Avenida Marechal Tito
Latrocínio e roubos de carga, banco, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, veículo e pedestre

Avenida 23 de Maio
Latrocínio e roubos de carga, condomínio, comércio, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre

Av. Senador Teotônio Vilela e Av. Sadamu Inque
Roubos de carga, comércio, residência, escola, banco, transporte coletivo, motorista, ônibus, veículo e pedestre

Avenida Giovanni Gronchi
Roubos de carga, banco, comércio, motorista, ônibus, veículo e pedestre

Avenida Cupecê
Roubo de carga, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre

Avenida Nove de Julho
Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, residência e veículo, pedestre

Avenida Sapopemba
Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre

Av. Eng. Armando de Arruda Pereira
Roubos de banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre

Av. Pres. Tancredo Neves e Rua das Juntas Provisórias
Roubos de carga, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre

FONTE: ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLICIA DE SÃO PAULO

A Importância da Gestão de Riscos na Prevenção de Roubo de Carga Rodoviário

Os riscos nas operações logísticas mais comuns a qualquer atividade empresarial as quais não poderão ser desconsideradas na análise de risco são respectivamente:

“Roubo de carga (embarcada ou armazenada), avaria da carga (decorrente de acidente no transporte ou sinistro no armazém como inundação, incêndio e/ou desabamento), acidente ambiental (decorrente do derramamento de produtos químicos transportados em áreas de mananciais), acidente automobilístico (decorrente da combinação de fatores como a negligência ou imprudência do motorista, das más condições das estradas e/ou das más condições meteorológicas), bloqueio da estrada (decorrente de fenômeno natural como deslizamento de terra, queda de ponte, inundação), manifestação sociais (greves; movimento dos sem terra, índios), greve (movimento sindical que paralisa os motoristas e os carregadores, ou ainda os agentes alfandegários) e naufrágio (acidente no transporte fluvial ou marítimo de carga, decorrente das más condições climáticas e até por ações “piratas)” (FARIAS, 2010, p.2).

Seja qual for o tipo de análise de risco (matemático ou subjetivo) utilizada pela gestão risco, o principal objetivo é garantir que o produto desde sua origem, armazenagem, movimentação, transporte e entrega ao cliente final seja feita da melhor forma possível e segura, tudo com o fito de se obter melhor resultado operacional, administrativo e financeiro.

Nos casos em que apesar da análise de risco tenham sido favoráveis ao transporte de carga rodoviário e, mesmo assim, por questões fortuitas a ação humana na proteção dos bens transportados possa ocorrer alguma forma de perda, são importantes três ações de contra-medidas da gestão de risco como forma de preservação do ativo organizacional, a fim de minimizar os efeitos de uma crise estabelecida em um fato concreto como por exemplo de roubo de carga.

“Medida de Intervenção Direta – são ações imediatas de intervenção sobre o sinistro em andamento. Que vão desde o bloqueio do veículo de carga e o acionamento de apoio dos órgão governamentais (policia, bombeiro, SAMU etc.), até o envio de veículo para transbordo da carga e a ativação do Comitê de Crise que a empresa deve estabelecer em sua política de Gestão de Risco; Medidas de Limitação da Crise – significa estabelecer os limites da crise e não permitir que se estenda além destes, compartimentando as consequências por meio de ações de contenção. Proteger o nome da empresa cobrindo o logotipo da mesma no veículo, retirar o uniforme do motorista e acionar a assessoria de imprensa; Medidas de Restauração da Operação – são as medidas que visam retornar as operações afetadas pela crise, no menor tempo possível. O transbordo da carga para outro veículo e a continuidade da viagem, ou a transferência da carga de um armazém afetado para outro mais seguro, ou ainda a troca do motorista que não esteja em condições de seguir viagem, entre outras de acordo com cada crise” (FARIAS, 2010, p.2).

Estas são algumas medidas de gerenciamento de risco que podem ser adotas no transporte de carga rodoviário, todavia, cada empresa deve estabelecer seu plano de gerenciamento de risco com base nas análises estabelecidas, necessidades, critérios de riscos envolvidos e de acordo o contexto do negócio da atividade logística.

A GESTÃO DE RISCO E A ISO 31000

Pode-se observar que quando se fala em gerenciamento de risco vimos logo à importância que ela tem em todo o processo logístico, mas precisamente no transporte de carga rodoviário.

“O foco no transporte de carga não é à toa, ocorre que cerca de 60% dos custos da logística está no transporte. Sendo assim, os custos em decorrência de perdas nesta atividade trás impacto direto para toda sociedade e não apenas para as transportadoras, gerenciadora de risco e seguradoras, pois estas perdas acabam por ser repassadas para os consumidores finais” (MORETTI, 2010, p. 20).

Com o advento da ISO 31000 o gerenciamento de risco deve ser organizada a partir do framework (estrutura) de processos proposto pela norma no qual visa à estruturação da gestão de riscos nas organizações. Apesar de que a ISO 31000 não apresente os métodos que devem ser utilizados para a identificação dos riscos, análise de risco e monitoramento dos riscos os quais serão somente apresentados na ISO 31010, todavia, ela dá a estrutura de como fazer a gestão e apresenta os processos que cada gestor de risco pode seguir, utilizando as ferramentas já existentes e utilizadas hoje, pois nenhuma delas foi invalidada.

A ISO 31010 traz em sua norma, 28 tipos de análise de gestão de risco os quais as organizações podem escolher a melhor forma que se adapta ao seu negócio. Desta forma cada gestão de risco poderá mensurar seus riscos e suas perdas em decorrência de sua atividade final.

Qualquer que seja o método de análise de risco utilizado pela gestão de risco no transporte de carga rodoviário, este deve mensurar de forma clara e objetiva quais os impactos financeiros e possíveis perdas podem ocorrer em decorrência desta atividade. Sendo assim, pode-se citar o método Brasiliano que tem contribuído de forma decisória junto às organizações de transporte de carga rodoviário onde os recursos financeiros devem ser investidos de forma a proteger o ativo organizacional, proporcionando melhores resultados financeiro.

Embora o custo da perda em um caso concreto de roubo de carga via rodoviário seja percebido apenas do total da carga subtraída, é importante ressaltar que há outros custos envolvidos os quais não são percebidos por muitas organizações e que devem ser levados em consideração.Para exemplificar outros custos em decorrência de um roubo de carga rodoviário, Moretti (2010, p. 21) propõem a seguinte equação de perda:

CP= Sp + St + Cc + Rc – (I-P)

  • CP – custo da perda
  • Sp – é a substituição permanente do produto, aquilo que foi efetivamente roubado.
  • St – é a substituição temporária, ou seja, os recursos gastos com a operacionalização de substituir temporariamente o caminhão, motorista, pedágios, frete, e tudo que foi gasto para atender a ocorrência.
  • Cc – é o custo consequente, que é a perda gerada em decorrência da ocorrência, que pode ser, em muitos casos, maior do que o valor da carga, por exemplo a perda de um cliente.
  • Rc – é a redução do dinheiro em caixa, que neste caso só será contabilizado o dinheiro, em espécie, caso tenha sido roubado ou se também era transportado.
  • I – é a indenização que o seguro pagará, caso a carga seja segurada.
  • P – é o prêmio pago pelo seguro até o momento da ocorrência e sabemos que o valor é maior devido ao tipo de carga e a quantidade de ocorrência existente.

De fato o custo da perda em decorrência de um sinistro logístico vai muito além da perda do produto roubado incluindo desde o não cumprimento dos prazos acordados com o cliente até a sua necessidade, quando não for atendida. Assim a análise de risco juntamente com uma gestão de risco alicerçada com a ISO 31000 dá aos gestores que atuam neste seguimento oportunidade concretas de análise de risco com foco na excelência operacional na busca por ferramentas de gestão que auxiliam a tomada de decisão na hora de escolher qual a melhor forma de se transportar um bem material no transporte de carga rodoviário.

Contudo, apenas a análise e gestão de risco não resolvem os problemas destacados. É preciso que as transportadoras, gerenciadoras de risco e operadores logísticos invistam continuamente em recurso tecnológicos de segurança, tanto para a proteção de seus veículos quanto para os centros de distribuição – CD’s ou locais de armazenagem. Deve-se investir na infraestrutura dos referidos locais de forma que está propicie ao corpo operacional maior segurança, bem estar e conforto durante a operacionalização dos produtos e serviços dispostos nestes ambientes. Ressalta-se que a qualidade desta atividade depende da integração dos profissionais de logística e segurança para a melhoria continua dos serviços oferecidos aos clientes.

FONTE: O GUEDES, POR: Sérgio Leônidas Dias Caldas

Segurança e Logística

“A logística empresarial engloba todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o momento da aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final. A própria definição de logística já dar uma percepção de que furto, roubo, dano, infiltração e sabotagem são ações criminosas que podem colocar em cheque as operações logísticas de qualquer organização. Esta evidência nos indica à importância da organização desenvolver uma gestão de risco que minimizará estes e outros riscos e, em não conseguindo evita-los, possam reagir da melhor forma possível” (Meireles, 2009, p. 109).

Sendo assim a gestão de risco na atividade logística deve minimizar os riscos em relação ao armazenamento, estocagem, distribuição e transporte, propiciando uma visão empresarial que direcione o desempenho das organizações, tendo como meta reduzir o tempo entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus produtos ou serviços no momento que desejar. Para que esta meta seja alcançada é necessário que a empresa possua uma gestão de risco eficaz e, para que esta gestão atenda às necessidades operacionais e administrativas, é de suma importância o investimento em subsistema de segurança, não apenas estruturais, mas, sobretudo de informações informatizadas, controle de acesso e aos diversos setores e serviços da atividade logística, tendo-se sempre como norte o princípio da prioridade de proteção e parceria de trabalho em conjunto com a área de logística.

Ballou (1980, p. 66) explica que “a Logística tem como função estudar formas de se obter melhor serviço e rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e fornecedores com planejamento, organização e controle do fluxo de produtos”. De fato tais serviços especificados acima merecem por parte da gestão de risco maiores cuidados, uma vez que, são nas atividades de distribuição e fluxo de produtos onde ocorrem as maiores perdas financeiras, sejam por fraudes, furto e/ou extravios.

 

Atividade de Apoio Transporte

O elemento de maior relevância no custo logístico é o transporte de carga, pois se refere aos vários métodos para movimentar produtos. Os sistemas básicos mais utilizados para transportes são por rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias e dutos. Sendo assim os critérios a ser seguidos pela gestão de risco na escolha do modal na hora do transporte de carga, além dos riscos envolvidos de furto e roubo, devem levar em conta o produto, o custo, tempo médio de entrega, tempo de trânsito e sua variação e a análise de risco.

Nos casos em que a carga não possa ser transportada apenas pelo transporte rodoviário, a gestão de risco deve estabelecer metas para a mitigação do risco em casos de outros modais, os quais devem envolver a redução do custo total, redução do tempo de trânsito em longos percursos, redução do impacto ambiental, redução do congestionamento nas rodovias e melhora do nível de serviço, além da segurança pessoal em relação ao corpo laboral envolvido.

O principal problema do transporte de carga no Brasil é a distorção da matriz de transporte. Um país com dimensões continentais que deveria ter os modais ferroviários e aquaviário como os principais meios de transporte, tem no modal rodoviário a sua maior alternativa de transporte com um percentual de 60% da carga transportada (MEIRELES, 2007, p. 2).

Apesar de que os maiores risco no transporte de carga rodoviário estejam ligados a roubo, outras ameaças tem sido presente nesta atividade: apropriação indébita, acidentes com colisão, tombamento e deslizamento de carga, avarias, estragos ou perecimento de produtos e contaminação ambiental por produtos químicos. Esses fatores são maximizados em virtude do péssimo estado de conservação das rodovias do Brasil.

Essa realidade faz com que a gestão de risco na atividade de transporte de carga rodoviário tenha um papel de maior relevância, uma vez que é ela quem irá apontar a utilização de recursos de segurança a fim de mitigar o risco e potencializar maior proteção ao bem que estará sendo transportado. Para tanto, a utilização de tecnologias como rastreadores de veículos e cargas através do Global Positioning System (GPS) se faz necessário. Ao lado deste subsistema, pode ser utilizada a escolta armada, alternativa que deve ser precedida de uma avaliação criteriosa do trinômio custo X benefício X risco, dentre outros.

FONTE: O QUEDES, POR: Sérgio Leônidas Dias Caldas

(SP) Polícia paulista discute ações contra roubo de cargas

O objetivo é coibir delitos envolvendo cargas transportadas por veículos

O Programa de Prevenção e Redução de Crimes Envolvendo Carga (Procarga)
realizou ontem sua primeira reunião do ano. Participaram do encontro representantes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica e da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Foram discutidas ações de prevenção e combate ao roubo de cargas em todo o Estado.


O objetivo é coibir delitos envolvendo cargas transportadas por veículos, além do
aprimoramento das polícias no trabalho de repressão e prevenção. O grupo envolve não só as forças policiais, mas também qualquer representante da sociedade que possa, de alguma forma, contribuir para a repressão a esse tipo de crime.

No ano passado, o Estado de São Paulo registrou redução de 6,2%, com 482 casos a menos que em 2009. Segundo o delegado da Divisão de Capturas e coordenador do Procarga, Waldomiro Pompiani Milanesi, São Paulo tem grande visibilidade para esse tipo de delito por ser uma região macro e industrial. “Os resultados desse trabalho foram claros no ano passado com a redução desse crime. A meta é igualar esse índice ou até mesmo superar essa redução”.

O levantamento de criminalidade feito pela CAP possibilita ao grupo tomar ações e
medidas específicas para cada região. “As ações policiais são imediatas. A atuação da polícia consiste não só a campo, mas também em um trabalho de inteligência, sendo proativa e voltada para a prevenção do crime.

O programa visa estudar e fomentar as intuições dessas informações, para que possa ser feito o combate ao crime ao roubo de cargas”, disse Milanesi.

FONTE: A CIDADE DE VOTUPORANGA

(PR) Caminhoneiro vive horas de terror durante roubo de carga

Um caminhoneiro passou horas de terror na mão de bandidos na noite de terça-feira (10) e madrugada desta quarta-feira (11), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Depois de roubarem parte da carga os marginais o abandonaram uma estrada rural de Araucária, onde ele pegou carona e conseguiu chegar até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caminhão foi encontrado horas mais tarde na estrada de acesso a Itambé.

O assalto aconteceu por volta de 20h, quando ele seguia pela BR-277 sentido interior do Estado, onde faria entrega de eletrodomésticos. O motorista, que preferiu não se identificar, disse que dois homens em um carro prata pararam ao lado caminhão em movimento. O passageiro desceu e deu voz de assalto. “Ele perguntou se o veículo tinha chip antifurto e invadiu a cabine, em seguida mandou que eu seguisse, sem esboçar nenhum tipo de reação”, contou. Ele disse também que seguiu até a estrada de acesso a empresa Itambé, onde outro caminhão aguardava para fazer o transbordo da carga. “Em nenhum momento eles foram agressivos, disseram que só queriam a carga e que nada ia acontecer comigo”, explicou o caminhoneiro.

Cerca de duas horas depois, ele foi colocado no carro e levado até a localidade de Formigueiro, em Araucária, também na RMC, onde foi abandonado. “Eles disseram que era pra eu seguir sem olhar para trás. Cheguei em uma casa onde havia vários cachorros e eu fiquei com medo, mas logo em seguida passou um caminhão carregado de porcos, o motorista me deu carona até posto da PRF”, explicou.

Os policiais foram até o local onde havia acontecido o trasbordo e encontraram o caminhão com parte da carga. Foi montada uma campana, mas nenhum deles voltou para buscar o restante. O caminhão foi levado para a delegacia do município e em seguida liberado para o proprietário. “Achei que ia morrer. Passou um filme na minha cabeça. Lembrei da minha esposa, dos meus filhos e dos netos. Se não precisasse trabalhar, ia abandonar essa vida na estrada”, contou o caminhoneiro, ainda assustado.

FONTE: O ESTADO DO PARANA

(MG) Caminhões escoltados e carregados com celulares são roubados em MG

Quadrilha fortemente armada mostrou audácia ao praticar assalto numa distância de aproximadamente cinco quilômetros do posto da Polícia Rodoviária Federal. Foram roubados dois caminhões que transportavam telefones celulares e estavam sob escolta armada.

A abordagem aconteceu por volta de 18h30 de domingo (8) , na altura do km 199,6 da rodovia BR-050, próximo ao trevo de acesso à cidade de Conquista e ao Distrito Industrial 3.

Segundo as vítimas, os bandidos utilizavam pelo menos três veículos, com três autores em cada um, todos utilizando armamento pesado. O alvo eram dois caminhões que transportavam telefones celulares e, inclusive, utilizavam escolta armada. O roubo aconteceu no sentido Delta-Uberaba.

Um dos caminhões era um Volkswagen 5.140, placas CLU-3572/São José dos Campos (SP), conduzido pelo motorista E.A.C., 56 anos. Este caminhão rodou apenas alguns quilômetros e acabou sendo bloqueado pelo sistema de rastreamento via satélite. O outro veículo, um Volkswagen placas CPI-5563/São José dos Campos, conduzido por J.M.A., 48, teve o sistema danificado, sendo levado pelos assaltantes.

Os bandidos também renderam os dois seguranças que faziam a escolta armada em um veículo Fiat Uno, placas KYF-3336. Deles foram roubados um revólver, uma pistola, uma escopeta, além de dois coletes à prova de balas. Os motoristas e os seguranças foram sequestrados e abandonados na altura do km 735 da BR-262, por volta de 22h, no município de Perdizes. As vítimas conseguiram carona e pediram socorro à PRF de Araxá. Tanto o caminhão quanto o Fiat Uno roubados não foram localizados. O valor da carga não foi divulgado.

Segundo o inspetor Neiva, da PRF, usuários que passavam pelo local ligaram no posto no momento do assalto, pois o caminhão, parado com o pisca-alerta ligado, e um carro parado nas proximidades chamaram a atenção.

As viaturas se deslocaram rapidamente, mas, quando chegaram ao ponto onde o caminhão havia sido abandonado, os assaltantes já haviam desaparecido com as vítimas. Apenas algum tempo depois a PRF conseguiu confirmar que o veículo teria sido alvo de um roubo.

FONTE: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS VIGILANTES